Com a idade, vamos aprendendo os verdadeiros conteúdos da vida: vitalidade, integridade, dádivas, amor…

 

A vitalidade é um ingrediente que, só com o avançar dos anos é que nos vamos dando conta da sua real importância. Na nossa constituição, quer biológica quer neuropsicológica, temos diferentes mecanismos internos e externos que nos ajudam a identificar e a superar grande parte das doenças ou infeções de que vamos padecendo.

Mesmo sendo saudáveis, ou quando somos mais jovens, sentirmo-nos com menos energia e a vontade não tem grandes consequências negativas, é mais fácil de recuperar. No entanto, com o avançar da idade e com a natural perda de alguns daqueles “ingredientes” de que somos feitos, começamos a valorizar os cuidados para preservar a vitalidade e os nossos recursos enérgicos.

A integridade é um valor que vamos aprendendo ao longo da vida. Na maioria das vezes, os melhores exemplos são os nossos pais e os adultos próximos. Constatamos que têm um comportamento honesto e transparente nas suas relações com as outras pessoas. Confirmamos que não nos permitem ser inconsequentes com as nossas falhas, exigem que façamos uma reflexão dos efeitos que uma conduta de má-fé ou de simples engano tem nas nossas decisões futuras. É que ser-se íntegro constrói-se com a experiência, dando e recebendo ensinamentos que nos fazem sentir inteiros e seguros e ainda, aprendendo com os próprios erros.

As dádivas que vamos recebendo no nosso percurso, muitas vezes só mais tarde é que as reconhecemos como tal. As portas que nos foram sendo abertas, as novas oportunidades de construir uma melhor vida, as pessoas que fomos encontrando no caminho e que nos deram a mão e nos ajudaram a levantar quando nos sentíamos no chão. Para com todos esses acontecimentos importa sentirmo-nos gratos. As dádivas que valorizamos é que nos permitem olhar o caminho com esperança.

O amor é o sentimento mais puro que um ser humano pode sentir. O amor permite sentir empatia e compreensão pelos outros. E, também, permite perdoar-nos e perdoar. As pessoas que deixaram de ter estas capacidades tornaram-se indiferentes a qualquer sofrimento alheio, e passaram a ver o outro apenas como um utensílio para obter resultados. Por isso é que amar tem de ter sempre dois sentidos: ser amado e amar. Aceitar o perdão e perdoar.

Todos estes conhecimentos só ganham relevância com a maturidade e com a idade.