A malária é uma doença causada por um parasita, transmitida através da picada da fêmea infetada do mosquito Anopheles.

O QUE É A MALÁRIA?

Esta doença afeta os glóbulos vermelhos do sangue, pois o parasita “viaja” até ao fígado onde se multiplica rapidamente até se romper, libertando mais parasitas para a corrente sanguínea, infetando os glóbulos vermelhos. Dentro destes, os parasitas também se multiplicam e, a intervalos regulares, os glóbulos rompem libertando mais parasitas para o sangue. Os glóbulos vermelhos infetados, de um modo geral, rompem a cada 48 a 72 horas.

A malária apresenta sintomas idênticos aos de uma gripe, que incluem febre que pode ocorrer por ciclos, calafrios, suor abundante, dores de cabeça, dores nas articulações e musculares, falta de apetite, náuseas e vómitos. Estes manifestam-se 9 a 14 dias após a infeção.
As mortes podem ocorrer devido a danos cerebrais (malária cerebral) ou danos nos órgãos vitais. A redução dos glóbulos vermelhos no sangue pode causar anemia.

No lançamento do Relatório Global sobre a Malária, em 2019, o diretor-geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, revelou que no ano anterior a malária afetou 228 milhões de pessoas e matou cerca de 405 mil, na sua maioria na África Subsariana. 

O diretor-geral da OMS defende que os esforços de prevenção e tratamento devem-se concentrar nas grávidas e crianças, pois são os grupos mais vulneráveis.

No documento que monitoriza anualmente a evolução da doença e progressos alcançados na sua prevenção, há o registo de um “aumento significativo” no número de grávidas e crianças que dormem sob mosquiteiros tratados com inseticida e beneficiam de medicamentos preventivos. A gravidez reduz a imunidade da mulher à malaria, tornando-a mais suscetível à infeção e com maior risco de doença, anemia grave e morte. A malária maternal também interfere com o crescimento do feto, aumentando o risco de parto prematuro e baixo peso à nascença, uma das principais causas de mortalidade infantil.

PREVENÇÃO

A OMS recomenda dois tipos de controlo efetivos, nomeadamente, dormir sob mosquiteiros tratados com inseticida e pulverizar as paredes internas das casas também com inseticida. O essencial será reduzir os focos de mosquitos e as suas picadas em humanos.

Esta doença, pelo facto de se apresentar mais em regiões pobres, causa impactos socioeconómicos, dado que representa uma grande carga para a receita de países onde é endémica e implica ainda mais esforços dos serviços de saúde locais.

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World Malaria Day – 25th April

WHAT IS MALARIA?

Malaria is a disease caused by a parasite transmitted through the bite of the infected female of the Anopheles mosquito.

This disease affects red blood cells, as the parasite "travels" to the liver where it multiplies rapidly until it breaks, releasing more parasites into the bloodstream with the infection of red blood cells. Within these, the parasites also multiply and, at regular intervals, the blood cells burst releasing more parasites into the blood. Infected red blood cells generally burst every 48 to 72 hours.

Malaria has flu-like symptoms, including fever that can occur in cycles, chills, profuse sweating, headaches, joint and muscle pain, lack of appetite, nausea and vomiting. These appear 9 to 14 days after infection.

Deaths can occur due to brain damage (cerebral malaria) or damage to vital organs. Reduction of red blood cells in the blood can cause anaemia.

At the launch of the Global Malaria Report in 2019, WHO Director-General Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus revealed that the previous year malaria affected 228 million people and killed around 405 000 people, mostly in Sub-Saharan Africa.
WHO Director-General argues that prevention and treatment efforts should focus on pregnant women and children, as they are the most vulnerable groups.

In the document that annually monitors the evolution of the disease and progress made in its prevention, there is a record of a “significant increase” in the number of pregnant women and children who sleep under insecticide-treated mosquito nets and benefit from preventive drugs. Pregnancy reduces a woman's immunity to malaria, making her more susceptible to infection and at greater risk of disease, severe anaemia and death. Maternal malaria also interferes with the fetal development, increasing the risk of premature birth and low birth weight, one of the main causes of infant mortality.

PREVENTION

The WHO recommends two types of effective control, namely sleeping under insecticide-treated mosquito nets and spraying the interior walls of homes with insecticide. The aim is to reduce the outbreaks of mosquitoes and their bites in humans.

This disease occurs more in poor regions causing socioeconomic impacts, once it represents a great burden on the income of countries where it is endemic and implies even more efforts by local health services.