De santos e pecadores todos temos um pouco. Afinal, somos humanos. O desafio é aprender a valorizar o bem e a desvalorizar o mal.

Às vezes, temos muita dificuldade em receber elogios, palavras de reconhecimento. Algumas pessoas ficam “sem jeito” e teimam em desvalorizar o seu feito: “Não fiz mais que a minha obrigação” ou então “Não foi nada de especial”, etc.

Mas também temos muita dificuldade em não reagir a uma ofensa, em desprezar o que nos faz mal e o que nos prejudica. Ficamos magoados e permitimos que a outra pessoa tome conta das nossas emoções, da nossa autoestima e, sobretudo, do nosso tempo psicológico.

O que distingue uma ação bondosa de uma ação maldosa são os impactos e as consequências que, quer uma quer outra, têm na vida de uma pessoa.

Existem pequenos atos de generosidade, de afeto e de apoio, que têm um impacto tão positivo em nós, que nos dão a força e a motivação para ultrapassar e enfrentar determinada situação difícil. O contrário também é verdade, quando recebemos palavras e atos que nos humilham ou entristecem, perdemos a força e a motivação.

O que há de comum nestas duas ações tão opostas? Ambas provocam sentimentos e influenciam o comportamento e o pensamento que cada pessoa faz de si própria. Se recebermos palavras de confiança e de apoio, provavelmente iremos sentir-nos mais seguros. Se recebermos palavras de dúvida e de reprovação, é provável que comecemos a duvidar da nossa própria competência.

Todos nós, sem querer ou querendo, já fomos santos e pecadores. 

Todos nós já nos sacrificámos e apoiámos outras pessoas, da mesma forma que também já magoámos e ofendemos outras tantas.

Isto significa que somos capazes de fazer tanto o bem como o mal.

Não fazer ao outro o que não queremos que nos façam a nós é tão essencial como fazer a nós próprios o que gostaríamos que os outros nos fizessem. 

Respeitar a dignidade do próximo é também respeitar a nossa dignidade.